domingo, 3 de abril de 2016

Como definir um golpista inferior



Pobres dos países que possuem em seu interior traidores em quantidade para transformá-los em ruínas. Infelizmente o Brasil os possui. Incapazes de raciocinar além dos seus mais baixos instintos. Bandos que desconhecem o sentido de Pátria. Fantoches por vontade própria. Como na Ucrânia, na Líbia e na Síria. Criaturas que expõem o seu interior decomposto, movidas por preconceitos atávicos. A eles aliam-se midiotizados acreditando que serão aceitos, mas não têm o mérito de possuírem ancestrais que garantem o acesso às melhores ocupações e salários. São vistos pela classe diferenciada como vermes e após a instauração da nova ordem serão reconduzidos ao lugar e ao estado que sempre lhes foram destinados. Novamente à senzala da periferia e aos grilhões da miséria. Shoppings, aeroportos, carros nada disto será para eles.

Os golpistas superiores, líderes do movimento que diz querer reconstruir o Brasil, vêm o Estado apenas como capataz e capitão do mato. Exigindo dos cavalgados deveres e garantido direitos a quem monta. Preferencialmente os dos senhores do mercado financeiro. Planejam uma grande liquidação de todo e qualquer patrimônio nacional e a destruição da legislação mínima, que ao menos nas letras, concede um pouco de dignidade a quem nada possui. 

O embate não é sobre o PT, a presidente Dilma ou o ex-presidente Lula. Vai muito além. É sobre o projeto de nação, diz respeito ao nosso futuro. Quem está não nos garante o Canadá, mas com certeza os que querem golpear a Democracia e a Constituição nos transformarão em Porto Rico.

É preciso pensar sobre a sanha da imprensa corporativa, Globo, Veja, Folha, Estadão, Isto É, Jovem Pan e outros no desenrolar dos acontecimentos. Serão os seus proprietários benfeitores que querem ver o Brasil livre da corrupção do PT, e pelo visto apenas a dele, ou são movidos por outros interesses?

Um exemplo simples sobre o que é de interesse dos patrões dos jornalistas. Basta ver como se referem a qualquer alteração na política econômica. A ideal para eles é a que sempre privilegia quem vive de renda do Estado, não os funcionários públicos assalariados, em geral tratados como vilões, mas sim os que o parasitam para receberem os juros da dívida pública.

Os valores das propinas citados nos processos da lava a jato, ao longo de todo o período de existência do esquema, são inferiores ao diferencial anual existente entre o que o governo deveria pagar aos rentistas, se o Brasil estivesse na média das taxas de juros dos demais emergentes, e o que efetivamente paga. No entanto qualquer tentativa, por menor que seja, de alterar esta situação, mais lesiva ao povo que a corrupção, é bombardeada em todos os telejornais e manchetes impressas. Alguma vez alguém viu o Jornal Nacional abordar esta transferência iníqua de recursos públicos para os mais ricos? E a Veja? Porém todos já os presenciaram a defendendo ou tratando como populista e incompetente quem é contra esta sangria. 

Os barões da mídia defendem apenas os seus próprios interesses e de quem os pagam. Jamais o do povo. Suas notícias são mercadorias compradas e vendidas, sem nenhum compromisso com a verdade. Acreditar no que a imprensa diz é assinar declaração de indigência mental.

O golpe de Estado em andamento exala podridão. O seu odor nauseabundo espalha-se pelo ar. Na verdade vem de muito longe, chega do império do norte e da morte. O grande destruidor de países. O Brasil é o próximo na lista dos EUA. Aqui está se desenrolado mais uma batalha pelo mundo unipolar sob a hegemonia dos plutocratas americanos.

Tento encontrar um termo que defina o ativismo dos golpistas inferiores, os reles pau mandados, aqueles que se vestem de verde e amarelo homenageando a CBF, mas é difícil. Não vejo nenhuma ideologia relacionada ao Brasil, por mais absurda que seja. Apenas a aceitação bovina dos comandos que lhes são dados. Nos seus atos e palavras enxergo apenas preconceito, ignorância e ódio. Uma horda de zumbis da elite.