sábado, 12 de março de 2016

Se o Brasil fosse de classe média, desta que está ai, teria vergonha de ser brasileiro

Sei que a maioria está aquém do Homer Simpson, poucos a ele se igualam. Confirmo minha opinião cada vez que leio comentários em sites como O Antagonista e outros assemelhados, nos portais Uol, Globo, em blogs como o do Reinaldo Azevedo ou do Noblat, então sinto vergonha alheia. Como é possível que um indivíduo com 16 a 18 anos de educação formal seja tão boçal? Este deve ser o tempo médio de escolaridade dos consumidores de notícias, afinal são orgulhosos representantes da classe média brasileira com seus diplomas superiores. Não tem como estranhar a dupla Marx e Hegel. São todos dignos de serem representados por Moe, Larry e Curly, o trio do ministério público paulista.

Além da baixa capacidade cognitiva não possuem mais memória, talvez reflexo do smartphone substituindo a massa cinzenta ainda ativa. O resto já foi deletado por Racheis, Boris, Mervais, Elianes, Willians e outros. Pergunto-me como chegamos a este ponto? Aqui não tem como culpar o Lula ou a Dilma, a maioria já estava formada antes de 2002. Do desaparecimento da pouca inteligência também são inocentes.

A escandalização do nada é um dos mais fortes sintomas da ignorância avassaladora que cobre o país. Hoje a noite mais um escândalo pré-fabricado às vésperas das manifestações: o tesouro do Lula. A sala-cofre repleta de objetos de artes, joias e um crucifixo. Meu Deus, quanta idiotice. Todos os presentes recebidos pelo cidadão no exercício da presidência, a exceção dos trocados durante as cerimônias oficiais com chefes de governo ou de Estado estrangeiro e que tenham interesse bibliográfico ou museológico, fazem parte do seu acervo pessoal. Pode ser joia, obra de arte, qualquer outra coisa, até garrafas de bebidas. A sua posse, observando o que determina as normas legais é perfeitamente legítima. Como todos ficaram sabendo em janeiro de 2011.

Acredito que os poucos que ainda preservam a lucidez deveriam rasgar as vestes, vestirem-se de saco e cobrirem as cabeças com cinzas. Saírem clamando pelas cidades devido ao amargor de tanta indigência mental aflorando no Brasil.