sábado, 26 de março de 2016

O encontro entre McCarthy, Vichinsky e Caifás

Aparentemente três homens totalmente opostos, porém iguais na essência. O senador americano, o burocrata soviético e o aristocrata judeu unidos pelo que possuíram de pior estão juntos e atuantes no Brasil hoje. A histeria insuflada, a perseguição política e a defesa de interesses escusos de mãos dadas em prol do sucesso de um golpe de Estado absolutamente contrário aos interesses do país e da maioria do povo. O uso político da operação Lava a Jato não é para renovar o Brasil, mas sim para que ele retorne aos anos 1900. Expelir do processo político qualquer um que defenda em alguma medida os interesses populares. Recriar o velho café com leite, agora representado pelo capital financeiro e pelas empresas de mídia.
No campo político e empresarial os líderes do movimento formam o grupo de choque contra os direitos trabalhistas e sociais, o controle da nação sobre as nossas riquezas naturais e a mudança do sistema político-partidário que propicia o executivo de coalizão e todas as mazelas e malfeitos dele decorrentes. Querem a manutenção do status quo próprio e dos seus feudos, de onde saqueiam os botins que propiciam os recursos para as campanhas comerciais que permitem as suas permanências nos cargos eletivos, e também os contratos favorecidos com o setor público. Em troca oferecem as garantias hoje existentes na relação capital x trabalho, vastas jazidas minerais e abertura total do território à exploração internacional desregrada.
No judiciário e órgãos correlatos a existências de protagonismos incompatíveis com o decoro dos cargos ocupados, a vontade sobrepondo se às leis e a instauração de processos discricionários. A Justiça torna-se mero apêndice e tem o seu valor relativizado para se atingir o objetivo predeterminado. A segurança jurídica do cidadão pode ser relevada caso interfira nos atos persecutórios.
Pairando sobre estes dois agrupamentos e os dirigindo as empresas que controlam a informação sobre os meios tradicionais. Vazamentos seletivos disseminados com o viés adequado, a interpretação viciada dos fatos, o catastrofismo medido, a criminalização pura e simples dos adversários, tudo conforme os seus próprios interesses e também os de aliados, sejam internos ou externos. A versão impingida sobre a sociedade tem o claro objetivo de criar a histeria, não importando que a economia entre em depressão, grupos totalitários apossem-se dos espaços públicos e a insegurança jurídica do outro se transforme em regra.
Os personagens principais vítimas do trio não são os mesmos, mas a turba sim. Nas ruas vemos a mesma multidão que clamou por Barrabás, tal como há dois mil anos, totalmente manipulada. Um arremedo de justiça claramente voltado contra um grupo específico, os demais não vêm ao caso. O expurgo premeditado de uma ala inteira da sociedade para a instauração de um governo devotado apenas aos interesses do alto comando golpista. Este formado pelos Marinhos, da Globo, Civitas, da Veja, e outros; pelos tucanos liderados por José Serra, FHC e Aécio Neves; demais setores da oposição capitaneados por Ronaldo Caiado e Agripino Maia; a rede Marina Silva-Itaú; pelo PMDB de Michel Temer e Eduardo Cunha; a ala do judiciário representada por Gilmar Mendes; os empresários padrão FIESP de Paulo Skaf, etc. Quaisquer que sejam os seus objetivos jamais serão os da maioria da população e os do Brasil.
Um momento histórico, uma farsa prestes a se transformar em tragédia. A junção dos processos de Moscou, da reunião do Sinédrio e das sessões da comissão de assuntos antiamericanos para possibilitar uma nova marcha sobre Roma.