quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Protestos pró-terroristas




Segundo o New York Times autoridades americanas disseram que os alvos russos não eram do ISIS. O jornal informa que os ataques foram contra combatentes da oposição ao governo. Combatentes da oposição é o novo nome da Al Qaeda.

John Kerry declarou que o seu governo está preocupado com os ataques contra rebeldes moderados. Parece não saber que a única diferença entre o estado islâmico e os moderados é que estes estão mais discretos, não divulgam vídeos de recrutamento com decapitações.

Do outro lado do Atlântico o Guardian disse que múltiplos relatórios locais informaram que os ataques foram conta o exército livre da Síria, segundo ele a principal força de oposição ao regime. Qualquer um minimamente informado sabe que a organização que surgiu com este nome em 2011 debandou há muito, isto se chegou a existir realmente. Alguém sabe dizer o nome de algum comandante de campo do grupo? Quem lidera o ELS / FSA na região de Hama ou de Idlib? Existem medalhões que fazem negociatas com governos estrangeiros em gabinetes. Todos residentes no exterior. Recentemente um deles morreu na Turquia, Jamil Raadoun foi vítima de um atentado, que segundo o governador, Ercan Topaca, da região turca onde vivia, foi causado provavelmente por disputas entre os grupos de oposição sírios.

Khaled Khoja, um dos líderes da oposição síria que vive na Turquia, disse no twitter que todos os alvos foram civis e que eram em regiões livres da Al Qaeda e do ISIS. Quem expulsou ambos os grupos da área? Mesmo assim ainda conseguiu repercussão na imprensa ocidental.

Enquanto isto Israel e Arábia Saudita sincronizaram os tambores tendo como alvo o Irã. Adel Al Jubeir, ministro do exterior saudita, disse que se não iniciarem conversações para a remoção de Bashar Al Assad a opção será militar. Yuval Steinitz, ministro israelense da água e energia, admite uma invasão do IDF caso tropas iranianas fiquem próximas de Golan. Ambos querem a guerra para manter os iranianos do outro lado do Golfo Pérsico. Mesmo sabendo que o adversário possui mísseis capazes de atingir os seus territórios.

Todos unidos na grande coalização pró-terrorismo para defenderem os seus interesses. Mesmo que para isto elevem as chamas. Ataques israelenses ou sauditas forçarão a retaliação iraniana. A justificativa perfeita para os EUA, com o apoio dos minoritários europeus, retornarem para assegurar a sua posição de amo e senhor do Oriente Médio. Porém qual será o custo? A aposta é alta demais.