quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Brutal aumento do racismo no norte e no nordeste



Aumento do racismo é a impressão que fica para um desinformado após ler um texto do site Brasil Debate, segundo eles mesmos: Somos professores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas da economia, do social e da cultura brasileiras. Temos em comum o reconhecimento da importância histórica do processo desenvolvido nos últimos anos e que favoreceu a ocorrência simultânea de crescimento econômico, distribuição da renda e valorização dos direitos sociais. Mas também queremos participar do debate sobre o Brasil do amanhã, avaliando os desafios do presente e favorecendo a discussão sobre um futuro ainda melhor para nosso país.

Tudo feito sob a ótica esquerdista. O artigo sobre o aumento do número de negros assassinados no Brasil, comparando a evolução entre o início da década passada e o desta é um primor de desinformação esquerdopata militante, com o agravante do petismo agudo.

Sob o título Homicídios no Brasil têm raça e gênero vemos ao vivo a total e completa ruína dos "estudos" econômicos, sociais e culturais no Brasil, pois a fonte para o artigo foi a publicação Tempo em Curso, do Laboratório deAnálises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais(Laeser), mantido pelo Instituto de Economia, da UFRJ.

Não vou fazer azul e vermelho. Abaixo o meu comentário sobre a publicação dos doutos acadêmicos brasileiros, os dados sobre homicídios foram retirados do Mapa da Violência: A cor dos homicídios no Brasil - 2012.


Alguém já disse que após espancados os números dizem qualquer coisa.
Em todas as mistificações esquerdistas sobre a causa e os motivos da violência não entra a geografia, apenas a ideologia. Afastam-se da economia, mas adotam a sociologia do oprimido,uma filha ainda não batizada da pedagogia de mesmo sobrenome.

Será que o texto tenta dizer que a causa do aumento das mortes violentas dos negros foi causada pelo racismo do brasileiro?

Em 2002 foram assassinados no Brasil 18.867 brancos e 26.952 negros. Destes 22.853 pardos e 4.099 pretos.

Em 2010 os números foram respectivamente 14.047 e 34.983, sendo 30.912 e 4.071.

Em 2002 a região com a maior quantidade de homicídios foi a sudeste onde morreram 12.258 brancos e 13.620 negros. Em 2010 houve queda em ambos os grupos: 6.027 e 9.519.

Em 2010 o nordeste ocupou o primeiro lugar. Nos nove estados daquela região foram assassinados em 2002, 1.217 brancos e 7.967 negros, em 2010, 1.365 e 15.688 respectivamente.

Outra região com grande aumento do número dos homicídios foi a norte: de 496 brancos e 2.328 negros para 561 e 5.250.

Somente no norte e no nordeste o número de negros mortos a mais em 2010 comparado com 2002 foi de 10.643, superior ao aumento total ocorrido no Brasil: 8.031.

O principal fator que determina o aumento brutal na quantidade assassinados no Brasil foi a redução do número de homicídios na região sudeste e a sua brutal elevação nos estados de ampla maioria negra. A não ser que usemos a sociologia do oprimido como fator primordial da análise, neste caso acusaremos os nordestinos e nortistas de formarem uma Ku Klux Klan na década passada com objetivos genocidas. Serão eles mais "racistas" que paulistas e sulistas?

Um detalhe em toda a abordagem racialista da questão. O número de pretos mortos permaneceu estável no período, foi de 4.099 para 4.071. Serão então os alvos dos racistas apenas os pardos?

Na região sul ocorreram em 2002, 3.775 assassinatos de brancos e 808 de negros. Em 2010 os números foram 5.142 e 1.234. Considerando que esta é a única região brasileira com uma expressiva maioria de brancos na população, quais serão os percentuais de mortes de cada grupo? Os brancos assassinados foram 80% do total e representam 77% da população, os negros 20% e 23%.

Todo o debate em torno da violência não aborda uma causa: a ausência do Estado nas periferias pobres, majoritariamente habitadas por negros. Quando políticas públicas visando prevenir os homicídios são postas em prática esta parcela da população é a maior beneficiada. Enquanto as causas da violência forem buscadas através de estudos político-ideológicos e não com base na realidade o quadro não irá se alterar.