domingo, 31 de agosto de 2014

Vivemos tempos interessantes



Guerra civil na Ucrânia, na Síria e na Líbia. Religiosa no Iraque. Além do terrorismo internacional que continua ativo e atuante. No Brasil a confirmação da supremacia esquerdista no processo eleitoral. Nem mesmo o exemplo da vizinha Venezuela faz com que o brasileiro acorde. O assunto da semana foi uma tonta flagrada ao chamar jogador de futebol de macaco, num país em crise social, moral e econômica esta palhaçada foi para a imprensa o tema mais importante.

O percentual somado das intenções de votos para o primeiro turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva chega a 68% do eleitorado. Acrescentando os nanicos da esquerda ainda mais radical chegamos aos 70%. Juntando os sociais democratas tucanos quase 90%. Cruzando este dado com os apurados nas pesquisas sobre as questões sociais, nas quais as posições conservadoras são amplamente majoritárias, concluímos que vivemos sob a ditadura perfeita. Não existem partidos de oposição real, aqueles que deveriam defender propostas em consonância com os valores da população.

Os partidos brasileiros estão totalmente divorciados da vontade do povo. Os da esquerda por questões ideológicas e os demais por interesses financeiros. Vendem-se conforme a proposta. A ditadura total ainda não se instalou devido a algumas vozes isoladas de resistências, mas principalmente devido as discordâncias internas das várias correntes que formam o bando esquerdista. Ainda não foi possível conciliar o marxismo soft do PSDB e de setores do PMDB com os ditames do Foro de São Paulo que reúne o PT, o PSB, o PDT, o PC do B, O PPS e algumas outras legendas menores. Porém isto será mera questão de tempo.

Como falar em democracia se uma das suas principais características é alternância no poder? De 1994 a 2010 o embate ocorreu entre setores antagônicos do esquerdismo, a polarização PT x PSDB, neste ano nem isto. O PSB segue rigorosamente os mesmos princípios que os petistas. Em nenhuma destas seis eleições consecutivas surgiu uma aliança partidária oposta às práticas do grupo político dominante. Os demais partidos sempre foram utilizados como mercadoria à venda pelos seus dirigentes. Estes possuem como único interesse a remuneração que receberão pelos serviços prestados. Como falamos de muito dinheiro não importa para eles o que ocorrerá no futuro. Caso entrem em conflito de interesses com os detentores do poder já asseguraram patrimônio suficiente para um exílio dourado nos EUA ou na Europa.

Ao povo comum, o que sobrevive através do trabalho, resta apenas se organizar. Criar associações capazes de mobilizar um grande número de pessoas em defesa dos seus valores. Para isso não é preciso esperar que a tirania seja visível, deve-se começar agora para evitar que assim seja. Não é preciso aguardar um oficial do governo ditando o que fazer, mas sim acabar com ele antes que se torne uma figura presente. Como? Para iniciar que tal repudiar a autocensura e dizer exatamente o que pensa sobre todo e qualquer assunto sem o receio de ser criticado por isto. Os passos seguintes virão conforme o sucesso do primeiro.