terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Só termina quando acaba

“It ain’t over till it’s over”, Rabino chefe Yaakov Bleich

Moshe Reuven Asman, rabino em Kiev, pediu aos judeus que saíssem da cidade e se possível até mesmo da Ucrânia, após o crescimento do antissemitismo e o aumento do número de ataques.

Eduard Dolinsky, diretor do comitê judaico da Ucrânia, quer que Israel ajude na segurança da comunidade.

Um "manifestante: "Queremos que os nossos dirigentes sejam ucranianos e até agora os judeus e os russos predominam sobre os ucranianos no parlamento". Levando em consideração que não houve denúncias de fraudes nas últimas eleições parlamentares...

Numa região com histórico de massacres recorrentes da comunidade judaica a participação no governo do partido Svoboda é preocupante. Sinceramente para seguir um líder como este é preciso ter algum problema mental... e confiar numa imitação da SA como fiadora da democracia também.


Oleg Tyagnibok: "A Ucrânia está sendo controlada por uma máfia russo-judaica."
Camouflage bloc ucraniano

Além da política existe a questão étnica e a sombra da Rússia. A queda de Viktor Yanukovych é apenas um capítulo. Energeticamente a Ucrânia não sobrevive sem o gás natural russo e não tem nenhuma outra alternativa para o substituir, isso sem levar em consideração a situação de falência do país, tão difícil que levou o presidente deposto a aceitar a ajuda russa de US$ 15 bilhões de dólares em troca da desistência da aproximação com a União Europeia. Qualquer que seja a evolução dos acontecimentos políticos um possível aprofundamento da crise econômica pode aumentar o extremismo. Não podemos nos esquecer que os ucranianos étnicos formaram um dos grupos mais ativos na colaboração com os nazistas. 

Os protestos na Venezuela possuem algumas semelhanças com os ocorridos na Ucrânia, mas também muitas diferenças. No nosso vizinho a motivação é basicamente política e os ódios recentes, não apurados ao longo de gerações. Ao contrário do que diz a presidente Dilma a motivação de quem sai às ruas em Caracas é muito mais democrática dos que ocuparam a praça em Kiev. 

Manifestantes recusam desarmarem-se
Judeus da Ucrânia refletem sobre o futuro
O que aconteceu
De volta para o futuro
Venham para casa