domingo, 8 de dezembro de 2013

Jean meio a meio Wyllys


"... y jamás se volvió a tener la menor noticia de ella ni se encontró el vestigio más ínfimo de su desgracia." La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y de su abuela desalmada, Gabriel García Marquez

O deputado do PSOL é o autor do projeto de lei nº 4211/2012, que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo. Caso a tolerância do Congresso Nacional a aprove teremos a lei Gabriela Leite. Acho que este nome comete uma grande injustiça. O Oscar Maroni deveria também ser homenageado. Segundo sentença do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo que o absolveu, as meninas frequentavam a sua boate, ele como benemérito e filantropo não exigia participação na receita pelos serviços prestados. Um verdadeiro patrono para a causa, não é verdade senhores desembargadores paulistas e nobre deputado?

A legalização da prostituição e a regulamentação da profissão, conforme o projeto do deputado Jean Wyllys, criará a figura do meeiro urbano. O empresário que explorar o ramo poderá ficar com até 50% da receita sobre os serviços, meio a meio. No passado para os socialistas um dos grandes exemplos da exploração do homem sobre homem era o latifundiário que exigia dos arrendatários das suas terras metade do produzido. Para avançar com a agenda politicamente correta do marxismo cultural vale tudo, até rasgar as velhas convicções, que como podemos notar são facilmente adaptadas quando interessa.

Será lícito induzir e atrair um indivíduo para exercer esta profissão, tendo em vista que o Ministério do Trabalho assim já a considera, afinal o governo petista de Lula e Dilma a incluiu no Código Brasileiro de Ocupações, sob o nº 5198-05, profissionais do sexo, e o novo artigo 228 do CP vigerá com esta redação:

Art. 228. Induzir ou atrair alguém à exploração sexual, ou impedir ou dificultar que alguém abandone a exploração sexual ou a prostituição:
 

Tendo em vista que apenas a saída do ramo tem ressalvas contempladas, podemos até imaginar situações futuras. Uma pessoa atravessando grande dificuldade financeira e que tenha em seu círculo próximo alguém com atributos atrativos ao mercado poderá assediar ou induzir, sem violência ou grave ameaça, qualquer um sob a sua autoridade familiar ou profissional, desde que repassando a metade do valor recebido.

A amoralidade do deputado socialista, Jean Wyllys, considera que a exploração sexual para indivíduos maiores de 18 anos, com o risco de no futuro esta idade limite ser reduzida, resume-se na realidade ao não recebimento da metade do faturamento, afinal grave ameaça ou violência fazem parte da tipificação penal de inúmeros outros crimes, iniciando-se pelo constrangimento ilegal. Transformará o corpo humano em mera mercadoria a ser negociada. Mais um exemplo do humanismo progressista e do politicamente correto.