domingo, 22 de setembro de 2013

Cristãos assassinados por sua fé? Isso não tem importância...

Domingo, 22 de setembro de 2013, por volta da uma da tarde.

Vítimas do ataque contra a Igreja de Todos os Santos em Peshawar

Manchetes internacionais dos principais portais brasileiros de notícia:

Vamos começar pela chamada extrema-direita, conforme os "progressistas" do lulismo. O site da Veja, da famiglia Civita.

Quênia já conta ao menos 59 mortos em ataque terrorista
Ex-dirigente Bo Xilai é declarado culpado e pega prisão perpétua 

Além destes dois destaques fala da provável vitória da Merkel, um atentado ontem contra xiitas no Iraque e das mudanças na Cúria Romana.

Agora O Globo, da famiglia Marinho, depois da importância do evento transcendental que entope a sua página, o pop axé in Rio, cita:

Israel ajuda em negociação após massacre no Quênia

Nada mais além disto ocorre no mundo hoje para o leitor de O Globo que ficar na home. O importante são fofocas sobre artistas da emissora, moda e entretenimento... 

E o Estadão, da famiglia Mesquita?

Sobe para 59 o número de mortos em ataque a shopping de luxo no Quênia
Dirigente chinês pega prisão perpétua

Por fim a famiglia Frias e a Folha de São Paulo

Pelo menos para ela é notícia de primeira página que 72 cristãos foram vítimas de atentado terrorista durante celebração no Paquistão. Embora destaque mínimo num pequeno apêndice na manchete sobre o ataque terrorista no Quênia.

Embora a imprensa estrangeira não seja nenhum exemplo sobre a correta divulgação dos fatos, o atentado contra uma igreja cristã em Peshawar recebe destaque moderado em jornais no exterior. Seja no NY Times, no Guardian, no The Independent, no Le Figaro, no El país, etc. 

Os 78 cristãos paquistaneses assassinados hoje por dois homens-bomba não possuem relevância nenhuma para os jornalistas brasileiros e os seus patrões. Entre os mortos 7 eram crianças.

Quase na hora de publicar este post repassei os sites. Na Veja apareceu um link, com o título Atentado mata 60 pessoas no Paquistão, este é o conteúdo que o leitor on-line da principal revista semanal brasileira tem ao seus dispor sobre o atentado contra os cristãos paquistaneses:

"Internacional


Atentado mata ao menos 60 pessoas no Paquistão


Explosivos foram detonados por homens-bomba quando centenas de fiéis terminavam as orações e saiam de um templo

Um ataque suicida em uma igreja histórica na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, deixou ao menos 60 mortos e 120 feridos neste domingo, segundo autoridades locais. O ataque evidencia a ameaça representada pelos grupos islâmicos extremistas, enquanto o governo do país busca um acordo de paz com os militantes talebans nacionais.
Os explosivos foram detonados por homens-bomba quando centenas de fiéis terminavam as orações e se dirigiam para fora do local."

A notinha tem uma foto, a sua legenda:  Menino observa orações da sexta-feira na mesquita de Wazir Khan, em Lahore, no Paquistão (Damir Sagolj/Reuters)

Omissão consciente do jornalismo da Veja: o motivo do atentado, o cristianismo das vítimas.


Atentado suicida contra fiéis que terminavam as orações e saiam do templo... fiéis de que qual fé? Qual é o problema em dizer que as vítimas são cristãs?

Se fossem gays, feministas, abortistas, comunistas ou minorias étnicas e religiosas em países de maioria cristã seriam devidamente nomeados... e o motivo do ataque: a intolerância religiosa dos cristãos, mesmo que não fosse.

O marxismo cultural dominante nas redações e nas mentes dos jornalistas brasileiros produz autocensura, evitando deliberadamente assuntos que podem desagradar aos que formam as suas opiniões. Como mostrar quem diariamente acusam de cometerem os maiores crimes como as verdadeiras vítimas inocentes?



Fotos do massacre