domingo, 14 de julho de 2013

Um bom motivo para protesto: as filhas dos supremos ministros!

Não deveríamos mais nos sujeitar aos aristocratas


Duas filhas de ministros do STF disputam nomeações para se tornarem desembargadoras. Uma quer o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A outra o Tribunal Regional Federal da 2ª região. Caso os  pais não fossem ministros do supremo elas teriam luz própria para estas indicações?

As duas advogadas, e não juízas concursadas, disputam os lugares pelo quinto constitucional, que garante à OAB a indicação dos seus associados como desembargadores. Quais serão os critérios desta guilda para as escolhas dos seus "eleitos"?

A própria existência desse mecanismo, que garante à corporação dos advogados a participação dos seus membros nos tribunais, é uma aberração. Isso envolve todos os tipos de negociações. Inclusive as opacas, tendo em vista que não existe transparência no ritual de premiação. Qual será o grau de independência dos escolhidos diante dos seus cabos eleitorais? O quinto deveria ser extinto.

Estas são as candidatas:

Letícia Mello, 37 anos, bacharel em Direito, formada pelo Centro Universitário de Brasília, não possui pós graduação, mestrado ou doutorado. 15 anos de profissão. Filha do ministro Marco Aurélio Mello. Funcionária do Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados. Almeja uma colocação como desembargadora no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Marianna Fux, 32, bacharel em Direito, formada pela Universidade Cândido Mendes. Segundo o jornal Folha de São Paulo a pós graduação seria mero curso de extensão na Fundação Getúlio Vargas, com 4 meses de duração, em Teoria das Obrigações e Práticas Contratuais. Também nenhum mestrado ou doutorado. 10 anos de profissão. Filha do ministro Luiz Fux. Funcionária do Escritório de Advocacia Sérgio Bermudes. Pretende uma vaga como desembargadora no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

As experiências totais das duas em atuações na segunda instância somam 11 (ONZE) processos, isto mesmo, ONZE, todos no TJ-RJ.

Na OAB, seccional do Rio de Janeiro, existem 122.568 advogados registrados...

A presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral, os responsáveis finais pelas nomeações, devem ser alertados que estas pretensiosas jovens estão na contramão das exigências externadas pelos  brasileiros, nas ruas, durante o mês passado.

Se o gigante realmente acordou este é um fato digno para às ruas. Isto não é o Brasil que queremos!


Escritório de Advocacia Sérgio Bermudes
Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados
Filhas de ministros do STF disputam altos cargos