terça-feira, 30 de julho de 2013

O IDH que não foi o que deveria ter sido

Evolução do IDH dos países mais populosos da América Latina

A evolução do IDH realmente foi maior durante a década de noventa do que na primeira do século XXI, mas não é isto o que importa. Não existem méritos aqui para FHC ou Lula disputarem a paternidade.

Ontem não entendi os rojões petistas comemorando a comparação de 1991 com 2010, como se o "desenvolvimento" fosse obra do Lula. Hoje foi a vez do decrépito sociólogo querer faturar um pouco de reconhecimento. O ex-presidente e grã tucano FHC teve a audácia de declarar: "verdades da História sempre vencem a propaganda política populista".

A única verdade nesta história foi o desempenho pífio do Brasil nestes vinte anos. Dos países latino-americanos com mais de 30 milhões de habitantes o único que superamos foi a Colômbia, mesmo assim por uma ninharia e há mais de 15 anos. Todos os outros estão na nossa frente. Até o "desenvolvido" Peru. Na comparação com os BRICS o retrato apenas não é mais feio pelo vergonhoso governo sul-africano do CNA. Os outros três tiveram um desempenho superior ao nosso.

A elevação do IDH no Brasil ficou em linha com a dos demais países em desenvolvimento e um pouco abaixo da média. Simplesmente não existe motivo para comemoração. No máximo a constatação que as últimas duas décadas não foram perdidas como a de 1980. Isto para o único dos grandes países periféricos autossuficiente em praticamente todos os minerais, energia e alimentos é muito pouco. Estes números divulgados pelo PNUD deveriam servir de alerta para redobrarmos os esforços e não para os antigos e atuais governantes considerarem que cumpriram com o seu dever.

IDH BRICS e outros países de renda média