domingo, 5 de maio de 2013

Mudanças climáticas podem levar a malária para à Inglaterra?

Apenas estou retornando.


O jornal britânico The Guardian publicou um artigo sobre a preocupação dos especialistas em saúde do Reino Unido com o risco do surgimento de doenças exóticas no país em virtude das mudanças climáticas. Referem-se especificamentes às moléstias existentes atualmente nas regiões tropicais.

"Com as mudanças previstas para o clima no Reino Unido, aquecimento e verões úmidos, surgirão criadouros ideais para pragas que transmitem doenças, devemos considerar medidas fortes na saúde pública para redução dos focos." Julie Barratt, diretora do CIEH.

Alertam que o perigo é iminente, visto que já foram relatados casos de dengue na França e na Croácia, bem como malária na Grécia. Além destas citam outras como o mal de Lyme e o vírus do oeste do Nilo. Consideram também responsáveis outros fatores para o surgimento destas doenças estrangeiras, tais como à expansão urbana e às atuais condições de vida, porém a culpa maior é atribuída à vilã de sempre: as mudanças climáticas, no passado chamada de aquecimento global.

O título da matéria é direto: Mudanças climáticas podem trazer a malária para o Reino Unido. Por quê não causar o retorno? Como pode ser exótica na Grã Bretanha uma doença que atingiu membros da realeza no passado? Sob os nomes de febre do pântano e febre interminente existem registros de sua ocorrência desde a era romana na ilha.

No século XVII foram concedidos os títulos de cavalheiro e médico real ao boticário Robert Talbor (1642 - 1681). Este Sir foi o pioneiro no uso da quinina no tratamento da malária. Dentre os seus pacientes estavam os reis Carlos II, da Inglaterra, e também o filho de Luís XIV, que dispensa apresentações.

As oscilações naturais da temperatura foram as responsáveis pelos períodos de maior ou menor incidência dos casos, visto que o frio impede o desenvolvimento do vetor da transmissão. Estas alterações de aquecimento e arrefecimento ocorrem periodicamente. As condições propícias para a proliferação dos mosquitos transmissores ocorreram antes na Europa. Apenas estão se repetindo. O plasmódio é um velho conhecido dos ingleses e demais europeus. As outras doenças podem ser atribuídas à expansão urbana e às atuais condições de vida, visto que as condições climáticas para elas são recorrentes no continente.

As notícias sobre os efeitos da chamada mudança climática sempre possuem títulos de impacto e informações de menos. Distorções e omissões estão presentes em todas. Em algumas até mesmo mentiras. Sem isto elas não atingiriam o efeito desejado, criar medo suficiente nas pessoas para que aceitem a concentração extraordinária de poderes nas organizações que supostamente as salvarão.




http://www.medscape.com/viewarticle/414687_7
http://malaria.wellcome.ac.uk/doc_WTD023991.html
http://www.guardian.co.uk/science/2013/may/05/uk-tropical-disease-malaria-threat
http://www.350resources.org.uk/2013/05/05/uk-warned-that-global-warming-will-bring-malaria/
http://www.digitaljournal.com/article/349519