segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O meteoro russo e o aquecimento global

Do site RoadRunner


Queda do meteoro em Chelyabinsk, na Rússia

Em comentário enviado para jornalistas, o ganhador do prêmio Nobel Kevin Trenberth, cientista do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas (NCAR, na sigla em inglês), afirmou que um aumento de 4% do vapor d'água na atmosfera pode elevar em até 10% as quedas de meteoros ou ainda mais se tudo convergir para um local. "Se isto não for uma precipitação maciça então não sei o que é." Quando pressionado pelos repórteres ficou relutante em dar um resposta afirmativa, observou somente que considerou o pior cenário.

Outro cientista do NCAR, Gerald Meehl, acrescentou que a queda foi como atirar um pedra em um lago de "esteróides". Segundo relatos foram observados aumentos nas vendas e no uso ilícito de esteróides após esta declaração.

As palavras de Trenberth e Meehl foram rapidamente comentadas pelo blogueiro Joe Romm, do Climate Progress, num post com o título Bombshell on russian meteor. Solicitando que as forças armadas russas e americanas elevassem o estado de alerta. 

Não muito distante da dupla, Jennifer Francis, da Rutgers University, afirmou aos jornalistas que a queda do meteoro foi precisamente o tipo de evento extremo previsível devido as alterações climáticas. Notando que foi diretamente associado com um rápido declínio do gelo, concluíndo que a perda de gelo foi a responsável.

Jeff Masters, do blog Weather Underground, fez um extenso resumo do evento em uma postagem. Masters enfatizou o maior teor de energia da atmosfera, ligado ao aquecimento global, como a causa provável deste evento extremo. Embora reconhecendo que uma chuva de meteoros muito maior havia ocorrido há mais de 100 anos. Afirmou que "esta ocorrência recente mostra uma clara tendência ascendente desde meados do século passado". Acrescentou que isto coincidia com o aquecimento global, e que em particular ocorria no final do registro, fornecendo uma clara evidência do papel do homem ao provocar as mudanças climáticas.

Em uma conferência convocada às pressas por Susan Hassol, e outros do Climate Communication, enfatizando o peso do aquecimento global, citaram a possibilidade da extinção de espécies como resultado. Isso parece se confirmar pelos relatos dos que vivem próximos à área da queda. Disseram que os peixes estavam cozidos após o impacto. As consequências não foram totalmente negativas, reuniram-se para um jantar com os peixes previamente preparados.

Proporcionando um ponto de vista alternativo, Roger Pielke Jr., da Colorado University, afirmou que o mais recente relatório do IPCC sobre eventos extremos não faz nenhuma conexão entre as mudanças climáticas provocadas pelo homem e impactos de meteoros. Ele também enfatizou que não existe literatura científica revisada para apoiar tal ligação. Estas declarações foram rapidamente contestadas, visto que Pielke Jr. foi denunciado como cético e negacionista do AGA. Muitos observaram que ele não é um cientista do clima e, portanto, totalmente desqualificado sobre o assunto.

Kerry Emanuel, cientista do MIT, reconheceu que Pielke Jr. foi correto ao citar a ausência de qualquer evidência ligando a queda do meteoro com o aquecimento global, no entanto, Emanuel observou, "ausência de evidência não é evidência de ausência". Houve um acordo geral sobre este comentário. Políticos rapidamente saudaram esta declaração, pois elimina a necessidade das provas em discursos e políticas relacionadas ao clima.

No geral, parece existir um consenso de que a queda do meteoro foi devida às mudanças climáticas. Uma pesquisa realizada pelo Climate Change Communication project, da Yale University, constatou que 97% dos cientistas climáticos e 4 em cada 5 dentistas concordaram que a grave queda do meteoro na Rússia é consistente com a mudança climática.

Isto pode ocorrer novamente

Atenção: isto é uma sátira. Alerta obrigatório. Conforme resolução 0013 do MEC/SPIT.
Sistema Petista de Interpretação  de Textos ou desenhando para entender. 

O meteoro na Rússia e o aquecimento global.