domingo, 20 de janeiro de 2013

Grandes momentos das previsões fracassadas



Do blog Watts Up With That, de Anthony Watts, previsões econômicas e/ou científicas que não se concretizaram:

Recursos naturais

1865, William Stanley Jevons, economista: em 1900 a Inglaterra não terá mais carvão e as suas indústrias serão paralisadas.

Final do século XIX, serviço geológico americano: não existe petróleo na Califórnia, Kansas e Texas.

1939, departamento do interior americano: os EUA possuem suprimento de petróleo para mais treze anos.

1944, análise do governo americano: os EUA atualmente já deveriam estar com 21 das 41 commodities analisadas esgotadas, incluíndo níquel, zinco, chumbo, estanho e manganês.

1949, secretário do interior dos EUA: o fim do petróleo está à vista.

1952, presidente da comissão americana de políticas para materiais:  a produção americana de cobre não excederá a 800.000 t anuais e a de chumbo 300.000 t na década de 1970. Para o período previsto era apenas o dobro.

1968, Paul Erlich, o guru ambientalista, autor do livro A bomba populacional: centenas de milhões morrerão de fome a partir da década de 1970 e na década seguinte (1980) a maioria dos recursos importantes estarão esgotados em todo o mundo. Neste mesmo período 65 milhões de americanos morrerão de fome.

1971, do mesmo Erlich: por volta do ano 2000 a Grã Bretanha será habitada por 70 milhões de famintos e a Índia jamais será autossuficiente em alimentos.

1973, o livro Os limites do crescimento, do Clube de Roma, prevê em quais anos alguns recursos econômicos estariam esgotados:
1981-ouro
1985-mercúrio e prata
1987-estanho e zinco
1990-petróleo
1992-cobre e chumbo
1993-gás natural
2021-alumínio

1974, novamente o serviço geológico americano: Os EUA possuem gás natural para mais dez anos.

Mudanças climáticas

1970, Life Magazine: em 1985 a poluição atmosféricas terá reduzirá à metade a quantidade de luz solar que chega à Terra. "Os cientistas possuem evidências científicas e históricas sólidas".

1970, Kenneth E. F. Watt, no dia da Terra: se as tendências atuais continuarem no ano 2000 a temperatura do planeta será 11º mais baixa.

1970, Paul Erlich: em dez anos grande parte da vida marinha será extinta. As pessoas terão que se mudar do litoral devido ao cheiro dos peixes mortos.

1972, Christian Science Monitor: até o ano 2000 não existirá mais gelo no Ártico.

1974, Time Magazine: a tendência para as últimas três décadas do século é de aumento do frio, sem indícios de reversão.

1989, Associated Press: até 2010 a temperatura média nos EUA aumentará em 2ºC.

2000, The Independent: A neve na Grã Bretanha será coisa do passado.