terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De novo o Greenpeace: continuem pobres!

"O governo brasileiro lambe os beiços desde a descoberta em 2007".
Greenpeace, Point of no return, pag. 52

A ong holandesa Greenpeace publicou o relatório Point of no return listando os vilões futuros do clima. Entre os quatorze projetos sujos incluiu a exploração de petróleo no Pré-sal brasileiro.

África, Brasil, China, Indonésia, Iraque, Venezuela e ex-repúblicas soviéticas da região do Mar Cáspio são os responsáveis por mais da metade dos futuros vilões do "clima".
Não vou perder tempo com a realidade brasileira, que todos conhecemos; com a necessidade da China em resgatar da miséria outro meio bilhão de seres humanos; com a pobreza das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central ou da Indonésia, e sobre a África é melhor não dizer nada.

A palavra pobreza (poverty) foi escrita apenas uma única vez nas 60 páginas do relatório, aquecimento global (global warming) 7 citações e mudança climática (climate change) aparece 74 vezes, isto é, em média, mais de uma vez por página. De acordo com a prioridade real dos ambientalistas. O quê dizer então das  dos seus consultores?

O início do fim do mundo provocado pelas energias sujas, segundo o Greenpeace, baseia-se nas previsões da consultoria Ecofys. A produtora dos dados do gráfico abaixo:

"A pesquisa do impacto dos projetos foi realizada por Ecofys, empresa de consultoria reconhecida por sua expertise em análise de políticas climáticas e soluções sustentáveis de energia."

A Ecofys é uma subsidiária do grupo Eneco, uma empresa de energia basicamente renovável, que detém 100% das suas ações. Presta consultoria para o UNFCCC e empresas que desejam lucrar com a "economia verde", tem entre os seus contratados 11 dos colaboradores do IPCC, quando este ganhou o prêmio Nobel em conjunto com o Al Gore. Ou seja, está tudo em casa. Nada aqui é independente.

Fico imaginando qual seria a reação da chamada mídia, e também da "comunidade científica", se uma ONG cética sobre o aquecimento global antropogênico divulgasse um relatório tendo como base informações cedidas por subsidiária de  petroleira? Mesmo que esta fosse estatal como a Eneco.