domingo, 16 de dezembro de 2012

O vazamento e o choro

"No último quarto de século a corrente dominante na ciência do clima mudou drasticamente. De um paradigma de mudanças climáticas naturais para um imutável. A não ser que o homem interfira com ele." Dr. Roy Spencer 

"O IPCC lamenta esta postagem não autorizada que interfere com o processo de avaliação e revisão. Vamos continuar a não comentar sobre o conteúdo de relatórios preliminares, já que são obras em andamento."

"É por isso que os rascunhos do IPCC não são tornados públicos antes que o documento final seja aprovado. Estes rascunhos foram fornecidos em confiança para revisores e não são para distribuição. Cada página do rascunho deixa claro que não é para ser referido, citado ou distribuído e gostaríamos de pedir para que isto continue a ser respeitado.


O IPCC está reclamando. Os cientistas que não fazem parte da panela e as pessoas comuns tiveram acesso ao bichinho antes que fosse tosado, banhado, perfumado e colocado na coleira. O rascunho do 5º relatório sobre as mudanças climáticas vazou antes dos ajustes finais. O melhor detalhe é o gráfico abaixo:

Previsões para o aumento das temperaturas e as observadas.
Podemos ver que as temperaturas efetivamente medidas teimam em não acompanhar as previsões dos associados da ONU. Como será que este mesmo gráfico será interpretado quando o relatório oficial for divulgado em março de 2013?


Tirando o efeito Pinatubo e 1998, o ano do mais forte El Niño e o mais quente já registrado, a variação média dos últimos vinte e dois anos foi inferior a 0,2º C. Quando falam em aquecimento de 4º C a 6º C no final deste século será preciso que a temperatura aumente na margem superior da variação.

O primeiro relatório foi o mais dramático. O segundo logo após o resfriamento causado pela erupção vulcância do Monte Pinatubo o mais discreto, preferiram esperar. O TAR e o AR4 ajustados com viés de baixa. 

Pelo último relatório do IPCC divulgado, o AR4, em 2007, neste ano que está terminando a temperatura do planeta projetada deveria oscilar acima de 0,5º C até 0,8º C mais quente que a média de 1961 a 1990. Para se aproximar disto fizeram em setembro passado um ajuste nos termômetros de outrora, resfriando retroativamente todos os anos de 1880 a 1980. Mesmo assim parece que não atingirão a meta.