sábado, 29 de dezembro de 2012

Como vencer um debate: execute os oponentes

Richard Parncutt, professor de musicologia na Universidade de Graz


O professor Richard Parncutt, da Universidade de Graz, na Áustria, disse em sua página pessoal no site da instituição:

"Eu sempre fui contra a pena de morte em todos os casos"
"Até mesmo assassinos em massa (como Breivik) não devem ser executados na minha opinião"
"Os "negadores" do aquecimento global caem em uma categoria totalmente diferente de Breivik. Eles irão provocar a morte de centenas de milhões de pessoas no futuro. Poderíamos estar falando de bilhões, mas eu estou fazendo uma estimativa conservadora"
"Eu proponho como apropriada a pena de morte para os "negadores" influentes do aquecimento global"

Como a reação ao abuso, a intolerância e ao desejo expresso de calar quem se opõe às suas posições destruindo-os fisicamente foi grande, o professor do departamento de musicologia  retirou o texto, publicou uma outra versão e por fim postou um pedido de desculpas excluíndo as postagens anteriores. Devidamente copiadas por alguns dos alvos prováveis do eminente professor. Após as lamentações de praxe utilizou como argumento em sua defesa:

"Em outubro de 2012, eu escrevi o seguinte nesta página: "Eu sempre fui contra a pena de morte em todos os casos, e eu sempre apoiei a posição clara e consistente da Anistia Internacional sobre este tema A pena de morte é bárbara, racista, cara e é muitas vezes aplicada por engano". Eu gostaria de confirmar que este é de fato a minha opinião. De modo mais geral, todos os seres humanos em todos os lugares e em todos os momentos têm direitos iguais. Tenho sido um membro e financiador da Anistia Internacional, por pelo menos 18 anos, e eu admiro e apoio a sua abordagem altruísta e universal em defesa dos direitos humanos."

Só que isto está no texto do próprio artigo onde pede a pena de morte para os que estão exercendo a sua liberdade de opinião e expressão.

Fica claro que esta é sua visão para os criminosos. Não para os que se opõem ao seu fanatismo climático. Ele não foi o primeiro a pedir a criminalização das vozes discordantes sobre o "consenso científico" do aquecimento global antropogênico. Apenas expôs com clareza o que muitos verdistas radicais pensam. Exterminem quem discorda de nós.

Embora tenha demorado dois meses para o texto repercutir devido a sua obscuridade. O grave é a posição que o autor ocupa. Um professor universitário que deveria prezar pela existência da dúvida e das discussões. Sem esquecer que se considera defensor dos direitos humanos e doa para a Anistia Internacional há quase duas décadas. Mesmo tendo se retratado do desejo explícito de eliminar os que não concordam com o Aquecimemento Global Antropogênico deixou claro no seu post de 25 de dezembro que não admite opinião diferente da sua:

"Para proteger as gerações futuras precisamos ampliar urgentemente o nosso sistema jurídico. Ele deve incluir medidas para proteger as gerações futuras. Quais sanções deverão ser aplicadas e em quais situações é uma questão que está além da minha experiência. Eu não tenho nenhuma experiência em direito internacional ou direito penal. Mas posso imaginar que poderia ser legítimo considerar a questão da pena de morte em tais discussões, pelo menos como um extremo para comparação com outras penalidades mais moderadas. Também pode ser interessante considerar o poder de diferentes sanções como impedimentos. O objetivo principal não deve ser a de punir um pequeno número de indivíduos por vingança. O objetivo deve ser principalmente prevenir consequências graves para um número muito grande."


Aqui fica claro o conceito do BEM MAIOR típico de todos os regimes totalitários para justificarem os seus atos de arbitrariedade. O histerismo e o catastrofismo que dão o tom aos relatórios do IPCC e demais papers acadêmicos dos cientistas do consenso climático da ONU estão alimentando a paranóia dos desequilibrados.

Os links para os dois artigos e para o pedido de desculpas estão no próprio texto.