terça-feira, 20 de novembro de 2012

A área necessária para geração da energia renovável

Usina Hidrelétrica de Itaipu


A fonte de comparação jamais pode ser considerada suspeita para os esquerdistas de plantão. O autor também não. Le Monde Diplomatique Brasil, edição 59, de junho de 2012. Amâncio Friaça, membro do conselho editor da publicação, astrofísico e pesquisador do IAG-USP (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo).

Comparação da área necessária para a geração da mesma quantidade de energia renovável. Creio(eu) que com as tecnologias disponíveis e considerando o fator médio atual de cada uma destas matrizes:

1 km² - hidrelétrica
6 km² - fotovoltaica (solar)
41 km² - eólica
208 km² - biomassa

Cálculos do blog:


O maior nível de eficiência das grandes usinas hídricas brasileiras é o de Itaipu. Com seus 1.350 km² de espelho d'água gera em média 12,6 GW. Para a mesma quantidade de eletricidade, com a mesma eficiência, precisaríamos de:

8.100 km² ocupados por painéis solares
55.350 km² por cataventos
280.800 km² por culturas agrícolas

Comparando com unidades da federação, áreas aproximadas:

Hidrelétrica - inferior ao município de São Paulo (1.522 km²)
Solar - uma vez e meia o Distrito Federal (5.801 km²)
Eólica - o estado da Paraíba (56.439 km²)
Biomassa - o estado do Rio Grande do Sul (281.748 km²)   

Todas com maior impacto ambiental que a construção dos reservatórios, afinal o terreno precisa estar desmatado para que sejam instaladas. Então quando ouvimos o pessoal do Greenpece, do WWF ou qualquer outra organização estrangeira atacando a construção de Belo Monte, com base na perda de biodiversidade, e preconizando a instalação de painéis ou cataventos podemos perguntar quais são os verdadeiros interesses que os movem. Este não procede, afinal as outras são ainda mais agressivas para o meio ambiente. Por quê a área necessária para a geração de energia equivalente fica escondida nos belos discursos verdistas de salvação da Terra?



A usina no Pará tem o seu projeto altamente eficiente na relação áerea inundada / geração de energia. Com um mínimo de 4,5 GW e máximo de 11,2 GW, e um reservatório com 560 km². 


Sem esquecer um agravante. O reservatório da hidrelétrica é energia armazenada para os períodos cíclicos de seca, ao contrário da solar e da eólica que são sujeitas ao dia a dia das variações do tempo. Falta de vento ou dias nublados por exemplo. Nem mesmo a perda de energia ocorrida nas longas linhas de transmissão, devido a grande extensão do nosso território, justifica gerar localmente eletricidade por outras fontes renováveis. Sem falar do efeito colateral, principalmente das solares, devido à proximadade entre os painéis o controle da vegetação é feito com herbicidas e o aquecimento das placas torra os insetos que se aventuram por ali.

P.S. Do artigo do Le Monde Diplomatique retirei as partes em itálico. Qualquer erro que não estejam nelas a culpa é minha.