segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Por quê esconder a CIA?



Doha, Qatar, inicia-se mais um encontro da ONU sobre mudanças climáticas. Justamente no país que tem a maior emissão per capita de CO2. O qatari emite por ano mais de dez vezes dióxido de carbono que o brasileiro e quase o dobro do americano.

Este pequeno país também é conhecido pela sua rede de televisão Al Jazeera, o vento que impulsiona a primavera árabe. Menos no próprio país. A monarquia absoluta dos Al Khalifa continua mantendo o país sob mão de ferro. Apenas 20% dos seus habitantes são cidadãos. Os restantes quatro quintos são semi-escravos importados da Índia, Paquistão, Indonésia e de outros pobres países asiáticos. Um reino das trevas high-tech.

Neste minúsculo e tirânico país os delegados reúnem-se para discutir as emissões dos gases do efeito estufa. Principalmente o CO2, o grande vilão. Tratar disto num país que enriqueceu exportando petróleo e o queima como se não houvesse amanhã é no mínimo contraditório. Esta é a ONU. Onde fala ciência, leia-se política. Onde diz política, esqueça, estão abordando economia. E economia é governança global, e isto representa controle pelo dinheiro! Como se não bastasse a máfia internacional das finanças.

Será que os ativistas do Greenpeace irão se acorrentar nos principais locais de desperdício energético do emirado? Chamar o xeique às falas?

Falando em Greenpeace, afinal onde esconderam a CIA?

"The problem is getting worse. In the past five years, the growth in coal use has caused over two-thirds of the increase in global CO2 emissions, pushing greenhouse gas emissions to a record high. In recent weeks, the World Bank, the CIA and the UNEP have each warned about the consequences of unchecked climate change. This is a wake-up call." Climate change is now reality

"O problema das emissões de gases estufa vem se agravando. Nos últimos cinco anos, o aumento do uso de carvão causou o crescimento em mais de 60% das emissões globais de CO2, fazendo com que a quantidade de gases estufa emitidas tenha estabelecido um novo recorde. Recentemente, o Banco Mundial, a Agência Internacional de Energia e a UNEP alertaram sobre as consequências das mudanças climáticas." As mudanças climáticas já são uma realidade

Foi no site brasileiro do Greenpeace. Marina Yamaoka, que não é a Osmarina, postou a tradução do artigo da matriz. Ela não se confundiu. Ao invés de C I A leu I E A. Uma sutil percepção que defender a mesma bandeira que a CIA não fica bem para uma melancia e os seus aliados dos chamados movimentos sociais ou sociedade civil organizada. Embora seja difícil detectar onde o desejo de controle de um acabe e os dos outros comecem.

Então para a nipo-ecologista verde e pacífica o C é de INTERNATIONAL o I é de ENERGY e o A é de AGENCY mesmo. Um acerto em três para a autocensura da organização teleguiada e externamente financiada. E viva as cucurbitáceas!