terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sandy, o evento climático

Os verdistas estão agitados. Os profetas clamam e os arautos alardeiam. Eventos climáticos extremos, o ano mais quente da história, secas e furacões.Os comentários da militância verde profissional em sites e blogs chegam ao absurdo de dizer que a tempestada foi vingança da "mãe natureza" contra o desprezo dos candidatos presidenciais americanos pelas mudanças climáticas. Afinal durante os três debates realizados nem Obama e nem Romeny citaram global warming, climate change ou extreme weather events. Aliás para desespero de antigos simpatizantes ecologistas de Barack Hussein, ele sem utilizar as palavras deu o recado para as petroleiras: drill, baby, drill. Basta ver a elevação na produção dos hidrocarbonetos nos últimos anos na America. Em época de recessão pensou, nada como uma perfuração para evitar a depressão e foi o que fez.

Muitos artigos perguntam: a tempestade foi causada pela mudança climática? O viés para a resposta é sempre o mesmo. Embora digam que não é possível fazer a ligação entre o suposto AGA e a ocorrência de fenômenos como Sandy sempre vem um complemento, como na matéria de Justin Gillis, O aquecimento global contribuiu para a devastação do furacão Sandy?

"Os cientistas não precisam de sofisticados modelos de computador para saberem que o maior problema visto durante o furacão Sandy vai piorar no futuro: tempestades."

Antes de Sandy algum evento climático extremo com características semelhantes já atingiu a costa leste americana? Em praticamente nenhum artigo é feito um histórico de catástrofes anteriores. Para muitas pessoas esta tempestade é inédita. Tal como viver no período mais quente da história. Uma enquete no site do U. S. News and World Report mostra que mais de 40% dos seus leitores acreditam que sim. Para eles a catástrofe é feita pelo homem, provocada pelo aquecimento global antropogênico.

Nos EUA o número de artigos ou reportagens escritos ou produzidos por cépticos sobre o AGA é superior a 30% do total publicado ou veiculado, no Brasil são meros 3%, isto conforme levantamento realizado em 6 países entre 2007 e 2010, após um evento como este qual seria a nossa proporção de crentes na causa humana para a tragédia climática?

Fazendo uma busca no Google para hurricane Sandy nas últimas vinte e quatro horas temos 117 milhões de entradas. Para furacão Sandy temos quase cem mil. E se colocarmos Hazel? Em inglês 1.650 e em português ZERO! Mas quem ou o quê foi Hazel?

O X marcado na foto da direita indica o local onde estava a curva da rodovia.
Para iniciarmos. Sandy chegou à terra como uma tempestade tropical. Hazel quando atingiu a Carolina do Norte provocava ventos com velocidade entre 130 mph e 150 mph ou 240 km/h, um furacão de categoria 4 na escala Saffir Simpson, que vai até 5. Mesmo continente a dentro continuou mais destrutivo que a mais forte das tempestades. Em algumas localidades produziu mais de 450 mm de chuvas. Em Toronto, já bem ao norte, o índice pluviométrico chegou a mais de 275 mm. Ainda permanece como o maior evento climático registrado a atingir àquela região.

Em 1954 Hazel não esteve só, chegou em 15 de outubro, antes em 30 de agosto foi Carol e em 10 de setembro foi Edna que visitou todo o litoral. Os três, ou as três, somente foram rebaixados da categoria de furacão ao chegarem ao Canadá. Isto é, durante todo o caminho americano mantiveram ventos de no mínimo 74 mph ou  120 km/h. Três furacões em 45 dias! De quanto mesmo era o teor de CO2 na atmosfera? Se alguém disser algo em torno de 300 partes por milhão ganha uma bala. 25% a menos que hoje. Não custa relembrar que naquele ano uma seca fortíssima atingia os estados do centro-oeste chegando às grandes planícies. Exatamente como em 2012.

Nem mesmo a tempestade híbrida que é uma das características mais citadas sobre Sandy é única. A junção de uma tempestade tropical ou furacão com um ciclone extratropical ocorre quase todos os anos no Atlântico Norte. A mais famosa até o momento foi a chamada tempestade perfeita de 1991, que felizmente se dirigiu para o alto mar. O encontro se deu ao largo da Nova Escócia. Ao observar o mapa da rota de Hazel a partir de determinado ponto também houve o mesmo tipo de encontro em baixa latitude (Carolina do Norte / Virgínia).


Furacão Carol

Furacão Edna

Furacão Hazel



A tempestade perfeita 
Secas no século XX
Furacões na história
VN!: O setembro mais quente da história?
VN!: Vivemos no período mais quente?