segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O buraco na camada de ozônio em 2012



Do blog CO2, de Antón Uriarte
Geógrafo espanhol especializado em climatologia. 

Buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atinge o mínimo desde o início das medições
Gelo na Antártida bate recorde de área desde o início da medição em 1979
 
Todo o ano o declínio do ozônio estratosférico sobre a Antártida começa em agosto, atinge o mínimo no final de setembro ou início de outubro, e em dezembro se recupera. E nada acontece. Neste ano, conforme gráficos, o buraco é menos intenso desde que começaram as medições em 1990.

Este registro coincidiu com os dados significativos sobre a extensão de gelo nos mares ao redor do continente a partir do início das medições por satélite em 1979.

Mais ozônio e mais gelo que o normal. Estranho...

Por décadas cientistas e professores, geralmente da ala esquerda, têm manipulado a opinião pública, dizendo que o buraco de ozônio contribui para o aquecimento global. Menos ozônio, mais radiação solar, mais calor, menos gelo. Na verdade, e isto é sabido desde o início, o buraco de ozônio que ocorre na estratosfera inferior arrefece a superfície, o ozônio ali atua como um gás de efeito estufa.

Outra simplificação foi a manipulação das causas que poder levar à perda do ozônio estratosférico, jogando toda a culpa no CFC usado pelo homem. Sempre se soube que as reações químicas que destroem o ozônio são muito complicadas, já que o cloro deve primeiro passar por uma fase de cloro ativo (Cl e ClO) difícil de conseguir, visto que quase todo o cloro originado pelos CFCs é neutralizado imediatamente como HCl e ClONO2. Neste verão um artigo na revista Science reconhece indiretamente que o aumento do vapor d’água na estratosfera aumenta exponencialmente as reações destrutivas do ozônio.

A coisa é publicar, alarmar, amedrontar,  comandar.